Joint Venture é uma boa estratégia para o meu negócio?

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Um dos termos mais comuns que surgem em estudos ou debates sobre gestão de empresas é o Joint Venture. Essa é uma estratégia que deve ser conhecida por qualquer gestor, já que ela pode ser a solução ideal para desenvolver seu negócio no mercado e fortalecer sua marca.

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue lendo este artigo para entender o conceito do termo, como a tática funciona, quais são suas qualidades, vantagens e desvantagens, qual a diferença entre ela e Mergers e os cuidados necessários para implementá-la. Continue a leitura e confira!

Qual é o conceito de Joint Venture?

Também chamada de cooperação econômica, a expressão Joint Venture pode ser traduzida como “união com risco” e consiste na associação de duas ou mais empresas para impulsionar alguma de suas atividades, como logística, indústria, tecnologia, comércio etc. Essa estratégia é ampla e pode ser entre duas empresas do mesmo ramo ou não.

Como essa estratégia funciona e quais são suas características?

Na prática, as empresas que fazem a associação não perdem sua personalidade jurídica, ou seja, ambas continuarão atuando em suas próprias sedes e de forma separada. O Joint Venture geralmente é usado para um negócio se expandir sem precisar realizar um grande investimento em infraestrutura.

Um exemplo de sua aplicação no Brasil foi a Autolatina, em que as empresas Volkswagen e Ford se uniram para compartilhar os custos de produção, montagem e comercialização de peças de automóveis.

Os custos e riscos são compartilhados nessa tática, isso significa que os dois negócios arcam com os danos se o projeto falhar. Além disso, a união é feita somente por um período limitado e acordado entre as partes.

Por fim, existem dois tipos de Joint Venture:

  • contratual: não há formação de uma terceira e nova organização;
  • societária: existe a criação de uma nova empresa com personalidade jurídica.

Quais são suas vantagens e desvantagens?

Cada estratégia empresarial tem seus prós e contras, devendo o gestor analisá-los para verificar se ela é adequada para o negócio. Quanto às vantagens, são elas:

  • acesso a novos recursos e propriedades intelectuais da outra organização;
  • o arranjo é temporário e no prazo que melhor atender às necessidades das empresas;
  • oferece mais flexibilidade às estratégias de expansão das empresas;
  • é possível criar mais negócios no processo, ou seja, expandir os serviços prestados ou produtos vendidos com menos investimentos;
  • a redução de custos possibilita o oferecimento de preços mais competitivos.

Já em relação às desvantagens, podemos destacar:

  • como as empresas são diferentes e podem ser de ramos distintos, é possível que ocorra um choque de cultura, acarretando gargalos na rotina;
  • a parceria deve ser minuciosamente planejada. Se uma das organizações não estiver disposta a se dedicar na estratégia, aumenta-se a probabilidade de não dar certo.

Qual é sua diferença para Mergers?

Mergers é um termo em inglês que significa “fusões” e é um tipo de união diferente do Joint Venture. Enquanto nesta última as duas organizações funcionam separadamente, na fusão (merge) duas empresas unem todos os seus processos para formar uma entidade nova.

Por exemplo, no ano de 2008, as entidades Itaú e Unibanco fizeram uma fusão e formaram o “Itaú Unibanco”, logo essas duas entidades não existem mais separadamente.

Quais são os cuidados que devem ser tomados?

Antes de fazer um Joint Venture, é crucial que determinados cuidados sejam tomados pelos gestores de ambas as empresas. Os principais deles são:

  • elaborar um planejamento completo — deve-se investir em Due Diligence e realizar um planejamento estratégico que inclua análise SWOT (estudo dos pontos fortes e fracos da empresa), análise de possíveis cenários, entre outras técnicas;
  • considerar a cultura da organização — as duas instituições devem preparar seus colaboradores para atender à nova demanda e interagir com os funcionários da empresa parceira;
  • receber ajuda de especialistas no ramo — Joint Venture é um procedimento muito complexo e envolve questões civis, tributárias, de propriedade intelectual e mais, sendo crucial o suporte de advogados com conhecimento aprofundado na área.

Podemos então perceber que Joint Venture é uma estratégia que pode trazer muitos benefícios para uma empresa, contudo, para aproveitar suas vantagens, é necessário estudar minuciosamente os aspectos das empresas e do mercado, bem como ser assessorado por um escritório de advocacia especializado no tema.

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